Drogaria deve indenizar em R$ 500 mil um menino preto que tirou roupa para provar que não furtou

Foto: portal da Defensoria Pública de Minas Gerais
Um menino de 10 anos, preto, passou pelo constrangimento de ser acusado de furtar em uma das drogarias da rede Droga Raia. O menino ficou só de cueca para mostrar que não havia furtado nada no estabelecimento.
O caso ocorreu em novembro de 2023, e agora a Defensoria Pública pede que a empresa pague uma indenização à criança que pode chegar a 500 mil reais.
O que aconteceu
A criança foi à drogaria para comprar um creme para a mãe. Na loja, ao mexer no celular que tirou da cintura, a criança foi notada por uma funcionária que a acusou de furto. O menino negou o furto, mas continuou sendo acusado e para provar que não havia tirado nada, tirou toda a roupa ficando apenas de cueca.
Quando contou o acontecido à mãe, esta foi ao local e pediu as imagens das câmeras que mostraram que a criança era inocente da acusação.
A Defensoria Pública de Minas Gerais move uma ação contra a rede com indenização no valor de 500 mil reais para a criança, por violação dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e do Código de Defesa do Consumidor.
Segundo mãe, a criança tem medo de sair de casa, não tem convivência com os colegas da escola e não participa de brincadeiras com os amigos.
A funcionária que acusou a criança responde também no processo.